quinta-feira, 17 de junho de 2010

queria ser alice

Hoje acordei meio sei lá, com uma sensação de que as coisas mudam muito rápido, deve ter piorado com essa história de evolução tecnológica e globalização, mas sentimentos não deveriam ser afetados por esse capitalismo todo. Eu não sou boa com mudanças, demoro para admiti-las, sei que transpareço a maior tranquilidade, mas há quem diga que meus olhos são aqueles de Da Vinci, sabem? a janela da alma. E que é fácil perceber o que se passa aqui dentro se me olhar com atenção. Vai saber, tenho fama de ser forte, comentários que ouço e tal, algo que eu mesma criei talvez, mas acho que é confuso isso. Tenho certeza de quem eu sou e por onde quero ir, detesto aquela frase que fala que se você não sabe para onde ir qualquer caminho serve, maior mentira, a gente precisa ter foco, e ter uma idéia mais ou menos de onde quero chegar é o suporte que preciso para continuar em frente sem me perder. Mas dizer que tudo é fortaleza é engano, porque o caminho muitas vezes é triste, dói, é saudade. Não de nada específico, às vezes sim, mas sabe saudade de sentimentos? Louco ter saudade de como me sentia. Estar solteira definitivamente não é como andar de bicicleta, não é só aprender uma vez e ser feliz, é reaprender a cada instante, é saber lidar, é se descobrir, é caminhar rumo a não sei para onde mas com a certeza de que é o caminho certo. Enfim, essa história de mudanças me irrita, de transformações imediatas, que de imediato não tem nada, tudo é um processo, mas aos olhos de quem arca com as mudanças é sempre de uma hora para outra, por isso nunca julguei, já que uma hora você caça e outra é caçado. Agora vou trabalhar que preciso ganhar dinheiro me distraindo!
O título do post se refere ao filme Close "eu não te amo mais" que fácil, não?

3 comentários:

Tha disse...

hummm estamos precisando filosofar em uma mesa de bar urgenteee... amanhã!!! beijoo
P.S. :acho q vou rascunhar tudo que tenho pra falar, perguntar, opinar, para não esquecer!! hehe

Ronise disse...

talvez porque você sempre foi minha "priminha", sempre vi delicadeza e fragilidade em você.

to morrendo de saudade! tem jeito de colocar londrina e curitiba mais perto?

Paula Bonini disse...

Adorei o texto. Aliás, adorei o blog. Vou sempre passar por aqui =)Ah! O Tadeu gostou do pão sim. Comemos hoje no café. Obrigadaaaa!
Beijos

Postar um comentário