Hoje é um dia diferente para mim. Eu diria até que é doloroso. Mas, devido a minha falta de paciência para sofrimentos, não estou conseguindo ficar depressiva. Até queria parar para refletir sobre minha existência e perspectivas, queria escrever meus pensamentos mais profundos, mas não estou conseguindo enxergá-los. Talvez isso seja um problema, mas prefiro acreditar na leveza da minha alma para encarar situações atípicas.
Sim, hoje é um dia atípico. Desde os meus 13 anos, este é o meu primeiro dia dos namorados completamente sozinha. Em 2006 também estava teoricamente sem namorado, mas foi um período de apenas três meses em que fiquei quase sozinha, só para não parecer que havia emendado um namoro no outro.
Hoje não, hoje é diferente. Agora sou eu, eu mesma e Loraine.
Parece assustador em um primeiro momento. Em um segundo também. Mas não é não. É normal. Talvez se eu saísse de noite e encontrasse os casais felizes e comemorando, doesse um pouco. Mas não muito.
Eu gosto muito de viver com intensidade cada momento em que me vejo sozinha. Gosto de descobrir como tudo funciona, sempre me pego analisando os fatos. Gosto de imaginar como vou me sair, gosto de vivenciar e, o mais importante, quando o momento passa, gosto de olhar para trás e ver o que é que deu! É tudo muito louco.
E assim vou caminhando rumo a não sei para onde.
E, podem acreditar, muito feliz!
Um comentário:
aqui em casa a comemoração do dia dos namorados sempre (quero dizer, há 7 anos) foi secundária, porque é o aniversário do Rafa e aniversários são mais importantes!
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