(Uma semana depois e ela ainda pensando nisso...)
E tal fato fez ela cair na real: não devia se preocupar com aquele dia em si, ele não era o mais importante. Todos os outros eram, toda a vida em volta daquela cena era mais importante do que tudo. E a cena foi dura, dolorosa. Mas mais que isso, os dias que antecederam a cena e, possivelmente, os posteriores, fariam ela chorar mais ainda. Ela comemorou junto, dizendo estar feliz, mas não concordava com aquilo.
Como dizer que uma coisa doeu mais ou menos, sendo que nunca tinha doido antes? Se nunca doeu, então não pode ter aumentado de intensidade. Ou diminuído.
E ela podia contar sua história desde o começo? Podia nada. Como sempre, ninguém deixava, ninguém entendia, interrompiam ela no meio, distorciam o que ela falava. E pior, faziam ela acreditar que o problema estava nela e a taxaram de louca. Mas louca? Por que louca? Ela só queria tentar explicar uma dúvida que nem era só dela. Ou talvez fosse, e ela devia se preocupar menos com a opinião dos outros.
Conclusão: acabou! Fim do tempo. Definitivamente, ela estava atrasada. Talvez só por uma distância do ponteiro, mas estava atrasada. E o relógio nem pertencia mais a ela, portanto ela não podia mais ajustar o tempo.
Mas o tempo tem vida própria e quem sabe um dia ele surpreenda. Por enquanto é melhor seguir pensando que tudo é uma tolice e que não passa da dor mais estúpida que ela já teve em toda vida dela.
Um comentário:
adorei!!!
Até para as dores estúpidas o tempo é um bom remédio e com ele,ela ainda vai dar risada de tudo que passou!
chegou??
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